Comandos git Mais Utilizados Para Gerenciar Repositórios Do GitHub

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Que o uso de comandos no terminal é uma das características marcantes do sistema Linux, isso não é uma novidade para você, certo? Aliás, já cheguei a abordar uma diversidade de comandos básicos (e alguns até mais complexos) nas publicações do blog, e desta vez apresentarei os comandos Git.

O que são os comandos Git? Puxando o assunto pela raiz, o Git é um sistema open source de controle de versões distribuído, usado tanto para rastrear quanto armazenar conteúdos. Logo, os comandos Git são utilizados para gerenciar esse sistema e, também, acessar o seu repositório (GitHub) diretamente do terminal.

Por que o Git é imprescindível para tantos usuários hoje em dia? Eu poderia destacar várias razões, entre elas a importância do Git, que se tornou uma grande central de compartilhamento de software de código aberto. Por isso, ele é amplamente acessado por vários tipos de especialistas, sobretudo profissionais de programação, redes, hackers éticos etc.

Legal, mas o que o comando Git permite fazer o iniciante em Linux? Como ele é utilizado na prática? Como instalá-los na minha distribuição Linux? Continue a leitura deste artigo para tirar as dúvidas.

comandos git no linux

Funcionalidades do comando Git

Levando-se em conta o quanto o Git (e o repositório GitHub) é importante para o desenvolvimento de software de código aberto, evidentemente, o conjunto de comandos Git está longe de oferecer recursos irrelevantes.

Ao dizer isso, não me refiro somente às possibilidades de criar projetos e baixar itens do GitHub diretamente do terminal. Na verdade, as funcionalidades são ainda mais amplas quando colocamos no pacote as ferramentas que acompanham o programa.

Abaixo, fiz uma breve relação de funcionalidades disponíveis nos comandos Git. Vamos à lista?

Leia mais:  Usuário Root: Descubra Todos Os Poderes do Super Usuário Root Em Sistemas Linux

Seleção de commits inteligente

Commits são Ids geradas a cada vez que o usuário salva alguma mudança num arquivo do repositório. O GitHub trata essas alterações como uma espécie de revisão e, por isso, é gerada uma complexa chave para que atualizações individuais sejam identificáveis.

Um identificador desse tipo é criptografado em SHA-1, quase impossível de ser memorizado (até pela quantidade de arquivos inseridos no projeto). Nesse sentido, o Git facilita bastante a localização e a seleção de um ou mais commits por meio de filtros e busca inteligente — basta digitar os primeiros caracteres da ID para o Git encontrar o arquivo.

Assinatura de trabalho

Um recurso interessante do Git é a assinatura de trabalhos — o mesmo vale para commits. Ele permite ao usuário assegurar a autoria de sua contribuição, bem como verificar se determinado trabalho é de origem confiável.

Por exemplo, se você fez o download de um arquivo de terceiros na internet e deseja saber quem realmente trabalhou nele, use o comando git tag para verificar a assinatura — em tese, aparecerá na tela o nome do desenvolvedor seguido do respectivo e-mail para contato.

Depuração via terminal

Quem vive de códigos está mais do que acostumado a deparar-se com falhas na hora de fazer a compilação. Os iniciantes em programação sofrem ainda mais, visto que a identificação do problema é muito difícil.

Nessas situações o debugging é uma prática providencial, a qual pode fornecer um caminho para solucionar o quebra-cabeça. O Git oferece aos usuários um debugger bastante genérico, mas capaz de encontrar inconsistências na estrutura do arquivo.

Fora as funcionalidades elencadas até aqui, o Git dispõe de muitos outros recursos extremamente úteis. Deseja conhecê-los melhor? Recomendo a leitura deste livro oficial gratuito (em inglês).

Leia mais:  Debian: Entenda a Importância da Distribuição Para o Mundo GNU/LINUX

Instalação do Git nas principais distros Linux

Agora que já sabemos o que dá para fazer com os comandos Git, vamos fazer a sua instalação no Linux? Ela é muito simples e consiste em breves comandos. Primeiramente, mostrarei como instalá-lo usando o método comum e válido para todas as distros, por meio dos comandos wget e tar. Digite:

$ wget https://mirrors.edge.kernel.org/pub/software/scm/git/git-2.21.0.tar.gz

$ tar xvjf git-2.21.0.tar/gz

$ cd git-*

$ ./configure && make && make install

Debian, Ubuntu e derivados

Nas distribuições baseadas no Debian, como Ubuntu e Mint, com privilégios root, acione os seguintes comandos para instalação:

$ sudo apt update # faça o upgrade se for o caso
$ sudo apt install git

RHEL, CentOS e Fedora

Para instalar o Git nas distros baseadas no Red Hat Enterprise Linux, utiliza-se o gerenciador de arquivos Yum. Acompanhe:

yum install git

Se você estiver instalando o sistema em um ambiente corporativo — geralmente as empresas optam por esse tipo de distro —, é uma boa criar um projeto no Git para integrar a equipe de programadores, por exemplo.

Acesse via terminal o diretório Home, em seguida, o arquivo ~/.gitconfig que acabou de ser criado. Supondo que o projeto seja seu, vamos registrar os dados básicos (nome e e-mail). Digite:

$ git config --global user.name "Nome"

$ git config --global user.email [email protected]

O próximo passo é criar um diretório para ser usado como repositório Git. Confira o exemplo:

$ cd /home/projeto/website_cliente

$ git init

Ao fazer isso, um sub diretório (.git) é adicionado para armazenamento de todas as informações e modificações do projeto. Se quiser deletá-lo, apenas use o comando rm -rf .git e o diretório não será mais integrado ao Git.

Como adicionar arquivos ao repositório? Utilize o comando git add, tanto na criação de um arquivo (leia-me.txt, por exemplo) quanto baixar arquivos necessários ao projeto. Depois que tudo estiver pronto, dê um start no projeto:

$ git commit -m 'escreva a sua mensagem'

Aproveitando que entramos no assunto “comandos”, confira, abaixo, uma lista com cinco comandos práticos.

Leia mais:  Samba 4 AD: Como Configurar E Gerenciar o Active Directory No Linux

Cinco comandos Git frequentemente utilizados

Dando encerramento ao conteúdo, acompanhe algumas das instruções mais acionadas no Git.

  • git log: faz com que o Git exiba o histórico de todas as mudanças realizadas no projeto;
  • git reset: este comando é usado para remover arquivos de um projeto, bastando digitar o nome dele (git reset exemplo.txt);
  • git clone: realiza a clonagem de um projeto para o computador (git clone https://github.com/usuario/projeto.git);
  • git commit: armazena o conteúdo em um novo commit junto de uma mensagem de LOG com a descrição das mudanças; e
  • git diff: exibe as mudanças empregadas nos arquivos no commit mais recente.

Obviamente, você não deve se limitar aos comandos abordados neste tópico. Sempre que quiser consultar a vasta gama de opções existentes, digite git –help no terminal para obter a lista com os comandos essenciais. Muito legal, não é mesmo? Agora você pode treinar os comandos Git até dominá-los de vez.

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