Grub: Tudo Sobre O Gerenciador de Boot Do Linux

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Você já conferiu este artigo no qual explico o que é e como resolver o erro grub rescue? Se sim, presumo que tenha ficado com dúvidas sobre qual é, precisamente, a raiz do problema, certo? Como o próprio nome indica, a sua origem está no GRUB (GRand Unified Bootloader). Mas o que é isso?

Trata-se de um software utilizado para dar suporte ao processo de inicialização do sistema — bem-dizer, um carregador. Vamos supor que você tenha duas distribuições do Linux instaladas em seu computador. Quando a máquina é ligada, o GRUB é acionado com o objetivo de inicializar o sistema operacional.

Ademais, o GRUB é mantido pelo projeto GNU, o que faz dele um software livre e de código aberto, possível de ser integrado a outros projetos de software, e a sua versão corrente é o GRUB 2.

Vamos aprender em mais detalhes a função do GRUB? Neste artigo, você tem acesso às seguintes informações:

  • descrição completa do GRUB;
  • modo single user (e como acessá-lo); e
  • reinstalação do GRUB.

Acompanhe!

grub boot configuração

Por que o GRUB é tão importante?

O processo de inicialização do Linux é composto de uma sequência de etapas “implícitas” ao usuário. Para melhor elucidarmos a importância do GRUB em meio a isso, vejamos como ocorre o boot.

Primeiramente, é acionado um processo chamado POST (Power-on self-test), que checa os componentes de hardware instalados na máquina. Trata-se de um processo automático que realiza testes de hardware para identificar problemas.

Concluída a checagem pelo POST, o carregador de boot — no caso do Linux, o GRUB — assume o controle. A princípio, ele aciona uma imagem do initframs (conjunto de diretórios usado na montagem do sistema de arquivos root) para inicializar o kernel.

Quando o kernel identifica o initframs, ele analisa e acessa os componentes de hardware e, então, automaticamente, é executado um processo chamado init, cuja função é carregar o sistema operacional e os serviços necessários.

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Portanto o GRUB é peça fundamental em meio a todas as engrenagens que rodam no processo de boot. Sem ele, ao ligar o computador, ele desligaria sozinho assim que o POST concluísse o teste de hardware. Simplesmente, não haveria a comunicação com o kernel do Linux.

Opções ao usuário fornecidas pelo GRUB

Além da função crucial no processo de boot, o GRUB traz algumas possibilidades interessantes ao usuário. Uma delas é a escolha do sistema operacional a ser carregado (em meio a outros instalados), isto é, o GRUB elabora um menu com os sistemas listados, bastando selecionar o desejado.

Outra função bastante útil — sobretudo ao administrador de sistemas — é a alteração no modo como o Linux é carregado. Supondo que um determinado problema não possa ser resolvido com o sistema inicializado normalmente, o usuário pode executar o sistema no modo single user.

Quer saber mais a respeito dessa função presente no GRUB? Abaixo, confira a breve explicação do modo single user e instruções de como ativá-lo.

O que é o modo Single User e como obter acesso?

Também conhecido como Maintenance Mode (modo de manutenção), o Single User Mode é um modo de inicialização presente nos sistemas operacionais baseados em Unix, como o próprio Linux e suas distribuições. Mas qual é o objetivo do modo Single User?

Se você está entre os usuários remanescentes do Windows, talvez já tenha ouvido falar no Modo de Segurança (Secure Mode), ou até mesmo o utilizado alguma vez. A mesma concepção se aplica ao Single User Mode do Linux.

A ideia é carregar o Linux junto aos serviços essenciais para assegurar o funcionamento básico do sistema. Com isso, o usuário (credenciado como superuser) tem plena autonomia realizar tarefas críticas, as quais geralmente não são bem executadas no modus operandi padrão — geralmente em função dos serviços de rede habilitados.

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Esse recurso se torna providencial quando precisamos fazer reparos e recuperações de partições de disco, bem como definir nova senha root e solucionar erros críticos, inclusive os que impedem a inicialização normal do Linux.

Resumindo: você pode vir a utilizar o modo Single User do GRUB a qualquer momento. Portanto é conveniente saber como habilitá-lo para agir em situações emergenciais num ambiente corporativo, por exemplo.

Como ativar o modo Single User

Exemplificarei o procedimento a partir da distro CentOS, uma das mais utilizadas nas empresas. O primeiro passo, evidentemente, é reiniciar o computador e aguardar o carregamento do menu de boot.

Em seguida, selecione a versão do kernel desejada e pressione a tecla “e” para editar o boot primário. Você pode utilizar as teclas cima e baixo até encontrar a linha correspondente ao kernel, que se inicia por “linux16 /boot/…”.

Chegamos à parte mais minuciosa do processo. Na linha em questão, identifique “ro init=/sysroot/bin/sh” e, então, substitua “ro” por “rw”, editando a linha para que fique da seguinte maneira: “rw init=/sysroot/bin/sh…”.

Tudo pronto? Agora pressione a tecla F10 ou Ctrl + X para que o modo Single User seja iniciado. Assim que executado, monte um sistema de arquivos root — necessário na execução todas as tarefas de baixo nível — e o reinicie. Faça isso usando os seguintes comandos:

chroot /sysroot/

reboot -f

Aguarde a reinicialização e pronto: o Single User Mode está ativado!

Qual é o procedimento de reinstalação do GRUB?

Há casos em que a reinstalação do GRUB se faz necessária para corrigir alguma falha. Isso costuma decorrer de instalações do Windows com propósito de implementar dual boot com o Linux.

Na prática, a nova instalação corrompe o GRUB, trazendo à tona a mensagem de erro “grub rescue”. Todavia, você tem dois métodos para solucionar o problema por meio da reinstalação do GRUB: modo gráfico ou via terminal.

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Reinstalação no modo gráfico

O primeiro deles, mais convencional, é usando um CD/DVD do Linux ou dispositivo USB com alguma distro bootável (Ubuntu, por exemplo).

Já se decidiu? Então insira a mídia no computador, iniciar a máquina e acionar o menu de boot, configurando o sistema para carregar a partir do leitor — ou porta USB, se for o caso.

Supondo que tenha instalado o Ubuntu no PC, prossiga com a instalação do Boot-Repair, clique na opção “Recommended Repair” e, ao concluir, reinicie o sistema. Aguarde até que o menu de boot do GRUB apareça — pressione a tecla Shift, à esquerda, se não acontecer conforme o esperado.

Se estiver usando o boot de outra distro, aguarde a tela de erro surgir durante o carregamento, use o prompt digitando rescue e tecle enter. Selecione a linguagem, a localização e o layout do teclado, se necessário.

Em seguida, diante de uma lista contendo todas as partições disponíveis, selecione a partição root — onde se encontra a instalação do Linux. Concluída a etapa, proceda conforme o método via terminal.

Reinstalação usando o terminal

Abra o terminal clicando no logo do Ubuntu no topo do painel (ou digite a tecla “Windows”) e, então, digite “Terminal”. Você também pode usar o atalho CTRL + ALT + T. Com o terminal aberto, digite:

sudo grub-install /dev/

ls -l /dev/disk/by-label/

O nome do dispositivo é a própria partição em que o Linux está alocado — identifique-o na lista que o sistema retornou. Ao fazer o procedimento, o GRUB será reinstalado.

Conforme vimos neste artigo, o GRUB é parte essencial do funcionamento do Linux, visto que ele se responsabiliza pelo carregamento dos sistemas operacionais instalados no computador.

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